15 de dez. de 2015

Cidade do Sertão de Pernambuco controlou o Aedes Aegypti com peixinhos. Veja como

Em Itapetim no Sertão de PE, o combate a infestação de mosquitos é feita por um predador natural de larvas: Piabas



Itapetim, é uma cidade do interior de Pernambuco, que fica a aproximadamente 400 km de Recife (capital). Esta cidade chegou a ter o índice de infestação do mosquito Aedis Aegypti mais alto do Estado de Pernambuco 13% (o índice considerado aceitável é de 1%).

Devido a “crise”, alegada pelas autoridades, houve cortes no repasse de verbas federais para o combate ao mosquito. Dessa maneira uma alternativa que as autoridades locais encontraram foi uma maneira “natural “ de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya: Piabas. Exatamente isso. Um peixinho de água doce tão minúsculo (cerca de 4 a 5 centímetro) que carrega um nome compatível.


Trouxeram a idéia já estudada no Rio Grande do Norte, constatando sucesso nos municípios implantados deste mesmo estado. Começaram a colocar as piabas nos tonéis, caixas d’água e principalmente cisternas (reservatórios de água muito utilizados em grande parte do interior do Nordeste, para suportar períodos prolongados de seca). A piaba se alimenta dos ovos e impede que virem novos mosquitos. Iniciou-se no mês de abril e foi até julho. Dois meses depois, constataram que o índice de infestação do mosquito no município tinha baixado muito. 

Município de Itapetim-PE( imagem: internet)
O resultado foi tão surpreendente que até hoje o município continua adotando o mesmo procedimento.
A técnica estava sendo estudada em universidades de Estados nordestinos e aplicada pontualmente em cidades pequenas desde o início dos anos 2000, com sucesso.

Todos os dias, os nove agentes de endemias de Itapetim saem para trabalhar levando consigo 20 “kits de piabas”, com cinco peixinhos cada, para visitar residências na cidade.
Em cada casa, usa-se uma piaba ou duas, a depender do tamanho do reservatório. São usados em torno de dois mil a dois mil e quinhentos piabas por semana.

RESSALVAS

Apesar de tudo isso, o Ministério da Saúde diz que não substitui o larvicida e também é visto com ressalvas.
O especialista em dengue e controle de insetos de importância médica, biólogo da Unicamp, Carlos Fernando Salgueirosa, fala que as técnicas de controle biológico, como a dos peixes, não são eficientes se o objetivo é erradicar o mosquito. Pois este é o objetivo determinado pelo Ministério da Saúde.



Fonte: globo.com
Nota: Matéria na íntegra no site da globo.com



11 de dez. de 2015

SAIBA TUDO SOBRE A Síndrome de Guillain-Barré



Síndrome de Guillain-Barré


ENTENDA

A Síndrome de Guillain-Barré, caracteriza-se por uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda de origem auto imune adquirida e monofásica. 

Também Pode tratar-se de uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória, caracterizada pela ocorrência de um ataque agudo nos nervos periféricos  e craniais.

Em outras palavras, a Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Levando assim a inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

DIAGNÓSTICO

A Síndrome de Guillain-Barré, pode ser difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Os sinais e sintomas são semelhantes aos de outras desordens neurológicas e ainda podem variar de pessoa para pessoa.

Um histórico de fraqueza muscular crescente e paralisia pode ser um sinal da Síndrome de Guillain-Barré, principalmente se houve uma doença recente.

Um exame médico pode mostrar fraqueza muscular e problemas nas funções involuntárias (autonômicas) do corpo, como pressão arterial e freqüência cardíaca. O exame também pode mostrar se os reflexos, como os do joelho,estão diminuídos ou ausentes. Também pode haver sinais de diminuição da respiração causada por paralisia dos músculos respiratórios.

Exames pedidos pelos médicos são:

Amostra do líquido cefalorraquidiano (punção lombar)
Eletrocardiograma (ECG)
Eletromiografia (EMG), (testa a atividade elétrica dos músculos)
Exame de velocidade de condução nervosa
Exame de função pulmonar


CAUSAS


Imagem: Internet
Ainda não é totalmente conhecida as causas da Síndrome de Guillain-Barré, pelo fato de ser uma doença auto-imune.

Normalmente ela aparece alguns dias ou semanas após uma infecção do trato respiratório e digestivo.

Na Síndrome de Guillain-Barré, o sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.

O dano provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. Geralmente afeta mais freqüentemente o revestimento do nervo (bainha de mielina).  A bainha de mielina faz com que os sinais nervosos se alastrem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar corretamente.

RISCOS 

A Síndrome de Guillain-Barré pode afetar todos os grupos etários. Pessoas que fazem parte de determinados grupos podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo masculino e adultos mais velhos.
Desencadeia-se por:
Vírus Influenza
Vírus de Apstein-Barr
HIV, o vírus da AIDS
Pneumonia
Cirurgia
Linfoma de Hodgkin
Raramente, vacinas da gripe ou a vacinação infantil

SINTOMAS

  • Perda de reflexos em braços e pernas
  • Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial
  • Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia
  • Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo
  • Pode piorar em 24 a 72 horas
  • Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça
  • Pode começar nos braços e descer para as pernas
  • Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça
  • Dormência
  • Alterações da sensibilidade
  • Sensibilidade ou dor muscular
  • Movimentos descoordenados
  • Visão turva
  • Descoordenação   e quedas
  • Dificuldade para mover os músculos do rosto
  • Contrações musculares
  • Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)

Na maioria dos casos, a fraqueza começa nas pernas e depois se espalha para os braços. Ou seja, a chamada “paralisia ascendente”. Lembrando sempre que, a fraqueza muscular afeta os dois lados do corpo.

Se a inflamação afetar os nervos do diafragma e do peito, e se houver fraqueza desses músculos, a pessoa poderá necessitar de assistência respiratória.

TRATAMENTO

Foto: Internet
Não existe cura para a Síndrome de Guillain-Barré. Porém, existem muitos tratamentos disponíveis para ajudar a reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação do paciente.

Quando os sintomas são graves, a hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.

Nos estágios iniciais da doença, tratamentos que removem ou bloqueiam a ação dos anticorpos que estão atacando as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome de Guillain-Barré.

Um desses métodos é chamado de plasmaferese e é usado para remover os anticorpos.do sangue. O processo envolve extrair sangue do corpo, geralmente do braço, bombeá-lo a uma máquina que remove anticorpos e depois enviá-lo novamente ao corpo.

Outro método é bloquear os anticorpos usando altas doses de imunoglobulina. Nesse caso, as imunoglobulinas são adicionadas ao sangue em grandes quantidades, bloqueando os anticorpos que causam a inflamação.

Outros tratamentos disponíveis têm por objetivo prevenir complicações. Podem ser utilizados anticoagulantes para prevenir coágulos sanguíneos. 

Se o diafragma estiver debilitado, pode ser necessário o uso de um auxílio respiratório ou até mesmo de um tubo e um ventilador respiratórios.

A dor é tratada com remédios anti-inflamatórios e narcóticos, se necessário. O posicionamento adequado do corpo ou um tubo de alimentação podem ser empregados para evitar engasgar durante a alimentação se os músculos usados para deglutição estiverem debilitados.


RECUPERAÇÃO

Após os primeiros sinais e sintomas, a doença tende a agravar-se progressivamente para cerca de duas semanas. O sintomas atingem seu ápice em aproximadamente quatro semanas.

A recuperação começa logo depois, geralmente com duração de seis meses a um ano, embora para algumas pessoas possa demorar até três anos.


AGRAVAMENTO

Se não for tratada, a Síndrome de Guillain-Barré pode evoluir em algumas complicações graves:

Insuficiência respiratória
Contraturas das articulações ou outras deformidades
Trombose venosa profunda
Maior risco de infecções
Pressão arterial baixa ou instável
Paralisia permanente
Pneumunia
Úlceras
Aspiração de alimentos ou líquidos para dentro do pulmão


ESPERANÇA

A recuperação pode demorar semanas, meses ou anos, mas não existe cura para a Síndrome de Guillain-Barré. A maioria das pessoas sobrevive e se recupera completamente. Sintomas de fraqueza podem persistir em algumas pessoas por muitos anos mesmo com o tratamento.

É mais provável que o prognóstico do paciente seja muito bom se os sintomas desaparecerem dentro de três semanas do início da doença.



ESPECIALISTAS VEEM FORTE LIGAÇÃO DE GUILLAIN-BARRÉ COM ZIKA




Fonte: Sociedade Brasileira de Neurologia; Ciências Biológicas e Saúde, Londrina; tua saúde .com. Acesso em 11 dez. 2015.

6 de dez. de 2015

Aprendendo um pouco mais sobre microcefalia



Medição do crânio de um bebê. Exame que serve de constatação para o diagnóstico da microcefalia (foto:internet)





ENTENDA

A microcefalia é uma doença que faz com que a  cabeça e o cérebro das crianças fiquem  menores que o normal para a sua idade, retardando o seu desenvolvimento mental.

Os ossos da cabeça da criança com microcefalia, que ao nascimento estão separados, se unem muito cedo, impedindo que o cérebro se desenvolva e cresça de maneira natural e normal.

 
Esta é uma doença incurável, grave e a criança que a possui necessitará de cuidados e amparo por toda a sua vida, com dependência para comer, se mover e fazer suas necessidades, dependendo da gravidade da microcefalia que possui e se a criança também tiver outras síndromes além da microcefalia.


CONSEQUÊNCIAS    


As graves consequências  da microcefalia são:

·         Atraso mental;

·         Déficit intelectual;

·         Paralisia;

·         Convulsões;

·         Epilepsia;

·         Autismo;

·         Rigidez dos músicos.



Estas alterações podem ocorrer porque o cérebro precisa de espaço para que possa atingir o seu desenvolvimento máximo, mas como o crânio não permite o crescimento do cérebro, suas funções ficam comprometidas, afetando todo o corpo.

A classificação da microcefalia é dada com primária e secundária.

Primária quando os ossos do crânio se fecham durante a gestação, até os sete meses de gravidez, o que ocasiona mais complicações durante a vida.

Secundária quando os ossos se fecham na fase final da gravidez ou após o nascimento do bebê.

Mesmo não havendo tratamento específico e cura para a microcefalia, pode-se tomar algumas medidas para reduzir os sintomas da doença. Geralmente a criança necessitará de fisioterapia pelo restante de sua vida para desenvolver melhor, prevenindo complicações respiratórias e até mesmo úlceras que podem surgir por ficarem muito tempo acamadas ou numa cadeira de rodas.



CAUSA  


Causas da microcefalia podem incluir doenças genéticas ou infecciosas, exposições a substâncias tóxicas ou desnutrição.

Abaixo, algumas situações que podem provocar microcefalia:

Consumo de cigarro, álcool ou drogas, como cocaína e heroína durante a gravidez;


Envenenamento por mercúrio ou cobre;

Meningite;

Desnutrição;

HIV materno;

Doenças metabólicas na mãe como fenilcetonúria;

Exposição à radiação durante a gestação;

Uso de medicamentos contra a epilepsia, hepatite ou câncer, nos primeiros três meses de gravidez.

Infecções como rubéola, citomegalovírus e toxoplasmose durante a gravidez  também aumentam o risco do bebê ter microcefalia. Além dessas, já foi confirmado pelo Ministério da Saúde que o ZIKA Vírus causa microcefallia.



DIAGNÓSTICO



Comparação de crânios (foto: internet)
Durante a gestação o diagnóstico é feito através do pré-natal e após o parto através da medição do crânio do bebê. Outros exames também ajudam a medir a gravidade da microcefalia e quais serão suas possíveis consequências para o desenvolvimento do bebê: tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral.  


TEM CURA?


Não. A microcefalia não tem cura, pois o fator que impede o desenvolvimento cerebral, que é a união precoce dos ossos que formam o crânio, não podem ser alterados.

Durante a gestação, a união precoce do crânio pode acontecer e as consequências serão ainda mais graves, pois o cérebro se desenvolve pouco. Também existem casos em que a união desses ossos ocorrem no final da gestação ou após o nascimento do bebê  e aí, neste caso, a consequência será então menos grave.  


TRATAMENTO


Primeiramente é necessário informar que o tratamento da microcefalia não cura, mas ajuda a reduzir nas consequências do desenvolvimento mental da criança.

Uma cirurgia para separar ligeiramente os ossos do crânio é uma alternativa, isso nos dois primeiros meses de vida, para evitar a compressão do cérebro que impede seu crescimento.

Além da microcefalia, existe a hidrocefalia, que é a presença de líquido no cérebro. Quando a criança também a adquire, existe a possibilidade de colocar um dreno para controlar esse líquido.

Existem também os medicamentos que ajudam a criança no seu dia a dia, que atuam diminuindo os espasmos musculares e melhoram a tensão dos músculos. O que pode ajudar em muito é a fisioterapia no desenvolvimento físico e mental. 







Fonte: Ministério da Saúde; Tua saúde. http://www.tuasaude.com/microcefalia / Acesso em: 06 dez. 2015.