Síndrome
de Guillain-Barré
ENTENDA
A Síndrome de Guillain-Barré,
caracteriza-se por uma polirradiculoneuropatia inflamatória aguda de origem
auto imune adquirida e monofásica.
Também Pode tratar-se de uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória, caracterizada pela ocorrência de um ataque agudo nos nervos periféricos e craniais.
Também Pode tratar-se de uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória, caracterizada pela ocorrência de um ataque agudo nos nervos periféricos e craniais.
Em outras palavras, a Síndrome de
Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico
do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso por engano. Levando assim a
inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.
DIAGNÓSTICO
A Síndrome de Guillain-Barré, pode ser
difícil de diagnosticar em seus estágios iniciais. Os sinais e sintomas são
semelhantes aos de outras desordens neurológicas e ainda podem variar de pessoa
para pessoa.
Um histórico de fraqueza muscular crescente
e paralisia pode ser um sinal da Síndrome de Guillain-Barré, principalmente se
houve uma doença recente.
Um exame médico pode mostrar fraqueza
muscular e problemas nas funções involuntárias (autonômicas) do corpo, como
pressão arterial e freqüência cardíaca. O exame também pode mostrar se os
reflexos, como os do joelho,estão diminuídos ou ausentes. Também pode haver
sinais de diminuição da respiração causada por paralisia dos músculos
respiratórios.
Exames pedidos pelos médicos são:
Amostra do líquido cefalorraquidiano
(punção lombar)
Eletrocardiograma (ECG)
Eletromiografia (EMG), (testa a
atividade elétrica dos músculos)
Exame de velocidade de condução
nervosa
Exame de função pulmonar
CAUSAS
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Imagem: Internet |
Ainda não é totalmente conhecida as
causas da Síndrome de Guillain-Barré, pelo fato de ser uma doença auto-imune.
Normalmente ela aparece alguns dias ou
semanas após uma infecção do trato respiratório e digestivo.
Na Síndrome de Guillain-Barré, o
sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo
contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os
gravemente.
O dano provocado pela doença provoca
formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. Geralmente afeta mais
freqüentemente o revestimento do nervo (bainha de mielina). A bainha de mielina faz com que os sinais
nervosos se alastrem mais lentamente. O dano a outras partes do nervo pode
fazer com que este deixe de funcionar corretamente.
RISCOS
A Síndrome de Guillain-Barré pode
afetar todos os grupos etários. Pessoas que fazem parte de determinados grupos
podem estar sob maior risco do que outras, especialmente pessoas do sexo
masculino e adultos mais velhos.
Desencadeia-se por:
Vírus Influenza
Vírus de Apstein-Barr
HIV, o vírus da AIDS
Pneumonia
Cirurgia
Linfoma de Hodgkin
Raramente, vacinas da gripe ou a
vacinação infantil
SINTOMAS
- Perda de reflexos em braços e pernas
- Hipotensão ou baixo controle da pressão arterial
- Em casos brandos, pode haver fraqueza em vez de paralisia
- Pode começar nos braços e nas pernas ao mesmo tempo
- Pode piorar em 24 a 72 horas
- Pode ocorrer somente nos nervos da cabeça
- Pode começar nos braços e descer para as pernas
- Pode começar nos pés e nas pernas e subir para os braços e a cabeça
- Dormência
- Alterações da sensibilidade
- Sensibilidade ou dor muscular
- Movimentos descoordenados
- Visão turva
- Descoordenação e quedas
- Dificuldade para mover os músculos do rosto
- Contrações musculares
- Palpitações (sentir os batimentos cardíacos)
Na maioria dos casos, a fraqueza
começa nas pernas e depois se espalha para os braços. Ou seja, a chamada
“paralisia ascendente”. Lembrando sempre que, a fraqueza muscular afeta os dois
lados do corpo.
Se a inflamação afetar os nervos do
diafragma e do peito, e se houver fraqueza desses músculos, a pessoa poderá
necessitar de assistência respiratória.
TRATAMENTO
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Foto: Internet |
Não existe cura para a Síndrome de
Guillain-Barré. Porém, existem muitos tratamentos disponíveis para ajudar a
reduzir os sintomas, tratar as possíveis complicações e acelerar a recuperação
do paciente.
Quando os sintomas são graves, a
hospitalização será recomendada para dar continuidade a um tipo de tratamento
mais específico, que pode incluir aparelhos de respiração artificial.
Nos estágios iniciais da doença,
tratamentos que removem ou bloqueiam a ação dos anticorpos que estão atacando
as células nervosas podem reduzir a gravidade e a duração dos sintomas da Síndrome
de Guillain-Barré.
Um desses métodos é chamado de
plasmaferese e é usado para remover os anticorpos.do sangue. O processo envolve
extrair sangue do corpo, geralmente do braço, bombeá-lo a uma máquina que
remove anticorpos e depois enviá-lo novamente ao corpo.
Outro método é bloquear os anticorpos
usando altas doses de imunoglobulina. Nesse caso, as imunoglobulinas são
adicionadas ao sangue em grandes quantidades, bloqueando os anticorpos que
causam a inflamação.
Outros tratamentos disponíveis têm por
objetivo prevenir complicações. Podem ser utilizados anticoagulantes para
prevenir coágulos sanguíneos.
Se o diafragma estiver debilitado, pode ser necessário o uso de um auxílio respiratório ou até mesmo de um tubo e um ventilador respiratórios.
Se o diafragma estiver debilitado, pode ser necessário o uso de um auxílio respiratório ou até mesmo de um tubo e um ventilador respiratórios.
A dor é tratada com remédios
anti-inflamatórios e narcóticos, se necessário. O posicionamento adequado do
corpo ou um tubo de alimentação podem ser empregados para evitar engasgar
durante a alimentação se os músculos usados para deglutição estiverem debilitados.
RECUPERAÇÃO
Após os primeiros sinais e sintomas, a
doença tende a agravar-se progressivamente para cerca de duas semanas. O sintomas
atingem seu ápice em aproximadamente quatro semanas.
A recuperação começa logo depois,
geralmente com duração de seis meses a um ano, embora para algumas pessoas
possa demorar até três anos.
AGRAVAMENTO
Se não for tratada, a Síndrome de
Guillain-Barré pode evoluir em algumas complicações graves:
Insuficiência respiratória
Contraturas das articulações ou outras
deformidades
Trombose venosa profunda
Maior risco de infecções
Pressão arterial baixa ou instável
Paralisia permanente
Pneumunia
Úlceras
Aspiração de alimentos ou líquidos
para dentro do pulmão
ESPERANÇA
A recuperação pode demorar semanas,
meses ou anos, mas não existe cura para a Síndrome de Guillain-Barré. A maioria
das pessoas sobrevive e se recupera completamente. Sintomas de fraqueza podem
persistir em algumas pessoas por muitos anos mesmo com o tratamento.
É mais provável que o prognóstico do
paciente seja muito bom se os sintomas desaparecerem dentro de três semanas do
início da doença.
ESPECIALISTAS VEEM FORTE LIGAÇÃO DE GUILLAIN-BARRÉ COM ZIKA
Fonte: Sociedade Brasileira de Neurologia; Ciências Biológicas e Saúde, Londrina; tua saúde .com. Acesso em 11 dez. 2015.
Fonte: Sociedade Brasileira de Neurologia; Ciências Biológicas e Saúde, Londrina; tua saúde .com. Acesso em 11 dez. 2015.
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